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Operação da Polícia Civil prende suspeitos de envolvimento em chacina em São Francisco Zona Rural de Quiterianópolis

Policiais da Delegacia Regional de Polícia Civil de Tauá e das Delegacias Municipais de Quiterianópolis e Parambu realizaram nesta quinta-feira (20), uma operação de cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão no Distrito de São Francisco, na zona rural do município de Quiterianópolis. A operação é um desfecho das investigações que acontecem relacionadas com uma chacina ocorrida no mês de julho deste ano naquela região, onde quatro pessoas de uma mesma família foram mortas a tiros.

Na manhã de hoje as equipes da Polícia Civil estivem nas localidades de Areias e São Francisco, onde deram cumprimentos aos mandados expedidos pelo Judiciário, atendendo representações feitas pelos delegados Gisleian Lima (Delegado Regional de Tauá) e Delegado Municipal de Quiterianópolis Dr. Danilo.

Prisões:

Dois desses mandados de prisão temporária foram cumpridos na localidade de São Francisco, onde foram presos os agricultores Francisco Ribamar Gonçalves do Nascimento, e Cosmo Pereira do Nascimento.

Outros quatro mandados de busca e apreensão também foram cumpridos, sendo dois deles na Vila de São Francisco e outros dois, na comunidade de Areias.

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Durante o cumprimento de um desses mandados, os policiais encontraram na casa do também agricultor José Pereira Neto, que responde pela alcunha de José Osmar, um revólver calibre 38, municiado e com mais duas munições deflagradas. O dono da arma foi preso e conduzido à Delegacia de Tauá, onde foi arbitrada uma fiança no valor de oito salários mínimos, e logo que for paga o mesmo será posto em liberdade, pois não há indícios de que ele esteja envolvido com a chacina acontecida naquele município. Na mesma operação também foi cumprido um mandado de prisão preventiva em desfavor do Antônio Séliton Santos, que já estava preso na cidade de Parambu, mas foi informado sobre o novo mandado expedido pelo Juiz da Comarca de Quiterianópolis.

Séliton, também é investigado no inquérito que apura a chacina, embora na época do crime estivesse preso em Parambu, mas segundo o delegado, ele pode ter envolvimento na articulação das mortes, pois dias antes da ocorrência da chacina, o mesmo tinha fugido da cadeia pública de Parambu, e se apresentado espontaneamente três dias antes das quatro mortes ocorridas na localidade de São Francisco. Séliton tem parentesco com duas pessoas, (pai e filha) que também foram assassinadas, fato ocorrido três meses antes da chacina, e pode ter articulado uma vingança que culminou nas mortes acontecidas na comunidade de São Francisco.

Segundo o Delegado Regional de Tauá, Dr, Gisleian Lima, as investigações terão continuidade e é provável que outras pessoas envolvidas no caso venham a ser presas nos próximos dias.

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