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 Ana Scotti comandava a operação quando ocorreu a morte do preso

Delegada se afasta das investigações sobre a morte de preso em Crateús

delegada de Polícia Civil, Ana Scotti, titular da Regional de Crateús (a 345 km de Fortaleza) decidiu voluntariamente se afastar das investigações que apuram a morte de um homem durante uma operação desencadeada no começo desta semana. O suspeito de integrar uma facção criminosa, de traficar drogas e de tramar a morte de autoridades daquele Município (entre elas, a própria delegada), morreu ao ser baleado por policiais durante o cumprimento de um mandado de busca, na manhã da última terça-feira (29).

O homem foi  identificado como Rodrigo Alves Martins, 31 anos, natural de São Paulo (SP), que informava trabalhar como corretor de seguro para veículos. No entanto, a Polícia o investigava sob a suspeita de pertencer à facção criminosa Comando Vermelho (CV) e que estaria participando de um plano da quadrilha para matar a delegada Ana Scotti; o promotor de Justiça José Arteiro Soares Goiano; e o juiz de Direito titular da Vara das Execuções Penais daquela Comarca, Francisco Gilmário Barros Lima.  Os assassinatos estariam sendo planejado por um traficante que comandava uma quadrilha desarticulada graças à atuação das autoridades policiais, judiciais e do MP.

Prisão e morte

Na manhã da última terça-feira, Rodrigo foi detido numa operação desencadeada pela delegacia Regional de Polícia Civil de Crateús, com o apoio de policiais militares do 7º BPM (Crateús), do Batalhão de Divisas (BPDiv) e do Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio).  A própria delegada comandou a operação. Preso em casa. Rodrigo levou a Polícia ao endereço de um comparsa e lá foram apreendidas drogas.

Mas, segundo a versão dos policiais, mesmo preso, Rodrigo teria conseguido abrir as algemas e se apoderado de uma arma de fogo que estava escondida dentro de um fogão. Ao tentar render ou atirar contra os policias, foi baleado. Ele ainda chegou a ser socorrido pelos próprios policiais e levado ao Hospital Municipal de Crateús, mas morreu ainda na Emergência. No momento do fato, Ana Scotti não estava presente, pois havia seguido para a delegacia com o objetivo de autuar em flagrante (por tráfico de drogas), Tiago Gomes Torres, comparsa de Rodrigo.

O caso deverá ser apurado pela Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD). No entanto, a delegada havia iniciado a apuração do fato, ouvindo os policiais e apreendendo as algemas. Contudo, Ana Scotti decidiu se afastar da investigação para que tudo seja esclarecido sem qualquer suspeita de corporativo.

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